Dezembro 24, 2020

Estudo do tardoz

Um dos maiores desafios na pesquisa de azulejos de fachada é descobrir onde foram feitos.

Infelizmente, todas as fábricas do Porto e Vila Nova de Gaia desapareceram e com elas a maioria dos catálogos e referências sobre os azulejos que aí foram produzidos. Além disso, alguns desenhos eram muito procurados e produzidos por várias fábricas, o que torna a tarefa ainda mais complicada.

Mas há uma característica dos azulejos que nos ajuda muito na investigação deste ponto: as marcas que estas fábricas fizeram no verso, chamado “tardoz”, na argila ainda húmida.

Isto é algo que começou a ser feito no início do século XX para certificar a sua origem e para os ajudar a fixarem-se nas fachadas.

Embora o tardoz seja algo que permanece escondido na fachada, há momentos em que os azulejos caem deixando o negativo destas marcas visíveis na parede.

Gostaríamos de fazer aqui uma compilação destas marcas para o ajudar a aprender mais sobre este património.

Este é um trabalho em curso. Qualquer sugestão ou colaboração é bem-vinda. Pode utilizar os comentários abaixo.

Fontes:

Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devezas

Fábrica Cerâmica do Carvalhinho

Fábrica de Louça de Massarelos

Fábrica de Santo António do Vale da Piedade

Fábrica da Torrinha

Fábrica Cerâmica de Valadares

Fábrica Pereira Valente

Desconhecidos

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